Travessia Florianópolis a Itajaí na Schaefer 600

Relato original de navegação — gravado a bordo durante o primeiro dia da travessia Florianópolis-Guarujá na Schaefer 600, com João Paulo Mantovani Chaves, João Roberto Chaves e Edvaldo, proprietário da embarcação.
Publicado: julho de 2026  ·  Parte 1 de 3 — Florianópolis a Itajaí

Por João Paulo Mantovani Chaves e João Roberto Chaves · Com Edvaldo, proprietário · Unináutica, representante oficial Schaefer Yachts

Neste episódio do Mar de Amigos, a equipe da Unináutica realizou o primeiro dia da travessia entre Florianópolis e Itajaí a bordo de uma Schaefer 600 recém-saída do estaleiro — com Edvaldo, o proprietário, navegando pela primeira vez em seu barco. Mais do que apresentar o modelo, o objetivo foi observar como a embarcação se comporta em uma navegação real, avaliando conforto, estabilidade, consumo, autonomia e operação ao longo de horas de trajeto costeiro.

Esta é a Parte 1 de 3 da série Travessia Floripa-Guarujá na Schaefer 600.
→ Parte 2: Itajaí a Bom Abrigo — em breve
→ Parte 3: Bom Abrigo ao Guarujá — em breve
Ficha da Travessia — Dia 1

Embarcação Schaefer 600 — unidade nova, saída direta do estaleiro
Origem Florianópolis — base do estaleiro Schaefer Yachts
Destino do dia Marina Itajaí — Santa Catarina
Horário de saída 12h50
Tempo de navegação Aproximadamente 4 horas de motor ligado
Velocidade de cruzeiro 18 nós — cruzeiro econômico para travessia longa
Consumo observado ~150 litros/hora — dois motores juntos, menos de 70% de carga
Parada intermediária Caixa d’Aço — parada rápida para o proprietário conhecer a região
Tripulação João Paulo Chaves, João Roberto Chaves, Edvaldo (proprietário) e armador
Encerramento do dia Barco atracado e abastecido na Marina Itajaí às 17h30

Dados observados nas condições específicas desta navegação. Consumo, velocidade e tempo podem variar conforme motorização, carga, condições de mar e perfil de uso.

Neste artigo: A rota completa · A saída · Consumo e cruzeiro · Forte de Ratones · A varanda em uso real · Abastecimento estratégico · Paranaguá e a maré · O que a travessia mostrou · A 600 é boa para travessias? · O diário de bordo · Perguntas frequentes

A Rota: 270 Milhas, Três Estados, Três Dias

A travessia completa de Florianópolis ao Guarujá cobre aproximadamente 270 a 280 milhas náuticas — três estados, três dias de navegação e três etapas muito distintas entre si.

Dia Etapa Estado Pernoite
1 Florianópolis → Itajaí Santa Catarina Marina Itajaí
2 Itajaí → Bom Abrigo Paraná Bom Abrigo
3 Bom Abrigo → Guarujá São Paulo Guarujá / Bertioga

O planejamento começou muito antes da saída — e cada decisão de rota, parada e abastecimento foi calculada com antecedência. João Paulo explica a lógica:

“Isso foi calculado lá atrás. A região de Florianópolis tem uma grande dificuldade com relação a abastecimento. A ideia era não ter que pedir favor, não ficar pedindo nada diferente daquilo que é rotineiro. A embarcação já saiu com uma quantidade calculada de combustível para fazer essa primeira perna — paramos para abastecer em Itajaí e pudemos fazer uma perna maior no segundo dia.”

— João Paulo Mantovani Chaves, a bordo da Schaefer 600

A Saída: Barco Novinho em Folha, Proprietário pela Primeira Vez a Bordo

A Schaefer 600 saiu diretamente do estaleiro em Florianópolis. Edvaldo, o proprietário, embarca pela primeira vez no seu barco — não para um test drive de marina, mas para 270 milhas de navegação costeira de verdade. João Paulo, João Roberto e o armador completam o grupo.

A saída aconteceu às 12h50 do estaleiro Schaefer Yachts em Florianópolis. O primeiro trecho, ainda próximo à costa catarinense, passa por uma das regiões com mais história do litoral sul do Brasil.

Consumo e Cruzeiro Econômico: Os Números Reais da Schaefer 600 em Travessia

Em travessias longas, a pergunta não é qual a velocidade máxima — é qual a configuração que equilibra velocidade, consumo e conforto para horas de navegação. João Paulo mostra os dados em tempo real:

“Nós estamos nesse momento a 18 nós, com consumo de 150 litros por hora com os dois motores juntos, pouco menos de 70% de carga. Uma navegação extremamente prazerosa, extremamente estável, uma velocidade agradável para fazer essa navegação.”

— João Paulo Mantovani Chaves, a bordo da Schaefer 600, dados em tempo real

Dado Observado Valor Contexto
Velocidade de cruzeiro 18 nós Configuração de travessia longa — conforto e autonomia como prioridade
Consumo total observado ~150 litros/hora Dois motores juntos nas condições desta navegação
Carga dos motores Menos de 70% Margem preservada — motor trabalhando longe do limite
Sensação a bordo Estável e silenciosa Relato da tripulação ao longo de horas de navegação
Nota editorial: os dados de consumo e velocidade acima foram observados nas condições específicas desta travessia — motorização, carga a bordo, estado do mar e velocidade escolhida. Servem como referência de uso real, não como especificação universal da Schaefer 600.

Forte de Ratones: História pelo Caminho

Logo na saída de Florianópolis, o trajeto passa pela Área de Proteção Ambiental de Ratones — e João Roberto contextualiza um dos pontos históricos mais significativos do litoral catarinense:

“Aqui é um dos fortes que em 1740 foram construídos pelos portugueses para dar segurança contra invasões. Aqui nesse complexo de Ratones são três fortes: São José, que é o primeiro no norte da Área, depois tem o Pombinho e tem o Ratones, que é essa fortaleza aqui. Tem muita história ali.”

— João Roberto Chaves, a bordo da Schaefer 600

O complexo de fortalezas de Ratones é um dos conjuntos de arquitetura militar portuguesa mais bem preservados do litoral sul do Brasil — e só é possível vê-lo dessa perspectiva navegando.

A Varanda em Uso Real — O que Embarcações Maiores Não Têm

Em uma travessia de horas, a varanda lateral da Schaefer 600 deixa de ser apenas um diferencial visual e vira um item de uso real e contínuo. João Paulo demonstra isso ao longo da navegação:

“Nesse barco tem varanda dos dois lados, dos dois bordos. Tem uns barcos maiores que o nosso aqui, só que não têm varanda. Cara, estão ali no confinamento. A gente, o trajeto todo dentro do barco, todos em contato.”

— João Paulo Mantovani Chaves, a bordo da Schaefer 600

O momento do abastecimento em Itajaí ilustra bem esse ponto — com a varanda de boreste aberta enquanto o combustível entra, o cenário da marina enquadrado, e a tripulação aproveitando o final de tarde sem precisar ficar dentro da embarcação:

“Varanda aberta — uma das coisas que poucos barcos conseguem fazer. Se dá esse luxo de estar aqui abastecendo de varanda aberta. Marina inserida no meio da cidade, muito legal, muito agradável.”

— João Paulo Mantovani Chaves, Marina Itajaí

Abastecimento Estratégico: Como Planejar Combustível em Travessias

A primeira perna terminou na Marina Itajaí — aproximadamente quatro horas de motor ligado desde Florianópolis. O abastecimento não foi improvisado: fez parte do planejamento antes da saída.

Dado Operacional Informação
Saída de Florianópolis 12h50 — com combustível calculado para a primeira perna
Parada intermediária Caixa d’Aço — rápida, para o proprietário conhecer a região
Abastecimento Marina Itajaí — posto funcionando até 17h30
Leitura do diário de bordo Posições registradas: boreste 12,2 e bombordo 12,3 no abastecimento
Encerramento Barco atracado, abastecido e pronto para o dia 2 às 7h30

Por Que Paranaguá Exige Planejamento de Maré

Já no primeiro dia, João Paulo explica a decisão mais técnica de toda a travessia — a entrada em Paranaguá no segundo dia:

“A chegada em Paranaguá é bem simbólica porque é uma região que sofre bastante com relação a calado, principalmente quando sai do canal balizado. Quando entramos ali na região, temos que fazer todo o cálculo com relação à maré para que o barco entre sem causar nenhum dano à embarcação. Chegamos à conclusão que o melhor horário para entrar em Paranaguá é exatamente ao meio-dia do dia seguinte.”

— João Paulo Mantovani Chaves, a bordo da Schaefer 600

Essa decisão foi o que definiu o ritmo do primeiro dia: uma perna mais curta — com parada em Caixa d’Aço e pernoite em Itajaí — para chegar em Paranaguá exatamente na janela de maré calculada.

Calado e canal balizado: fora do canal demarcado por balizas, a profundidade pode ser insuficiente para embarcações de maior calado. Em regiões como Paranaguá, entrar fora do canal e na maré errada pode resultar em encalhe. A tábua de marés não é opcional em travessias — é parte fundamental do planejamento de rota.

O Que a Travessia Mostrou Sobre a Schaefer 600

Travessia é um teste muito mais revelador do que uma apresentação estática. Ao longo de horas de navegação real, a Schaefer 600 foi observada em aspectos que uma visita de marina nunca consegue mostrar.

Aspecto Avaliado O Que Foi Observado Nesta Navegação
Estabilidade Navegação descrita como “extremamente estável” ao longo de horas de cruzeiro — sem comportamento desconfortável para a tripulação
Conforto Tripulação capaz de circular, sentar na varanda, conversar e fazer refeições durante horas de navegação — sem confinamento
Consumo ~150 litros/hora a 18 nós com menos de 70% de carga — autonomia adequada para pernas longas com planejamento
Varanda em uso real Utilizada durante a navegação e no abastecimento — não apenas como área decorativa, mas como espaço de convivência ativo
Operação Barco novo sem ocorrências ao longo do primeiro dia — saída do estaleiro diretamente para uma travessia de 270 milhas
Espaço a bordo Quatro pessoas a bordo com conforto durante horas — tripulação não se sentiu confinada em nenhum momento do trajeto
Planejamento de rota Dependência de tábua de marés confirmada para entrada em Paranaguá — navegação costeira exige preparação técnica independente do barco

A Schaefer 600 é Boa para Travessias Costeiras?

Com base na experiência observada neste primeiro dia de travessia, a resposta é sim — mas com uma ressalva importante: o barco entrega o conforto e a autonomia necessários, mas a travessia exige planejamento técnico independente do modelo da embarcação.

Para quem a 600 funciona bem em travessia O que a travessia exige independentemente do barco
Quem quer conforto em horas de navegação Cálculo de consumo e autonomia por perna
Quem navega com grupos de até 4 a 6 pessoas Tábua de marés para regiões com restrição de calado
Quem valoriza espaço externo durante a navegação Previsão meteorológica com antecedência
Quem faz pernoites a bordo ao longo do trajeto Planejamento de pontos de abastecimento e horários de posto
Quem quer um barco que seja também residência flutuante Diário de bordo atualizado desde a primeira saída

“Nós queremos que as pessoas naveguem, mas não façam nada sem planejar. Planeja — independente do barco. Quem faz o planejamento não tem como dar errado. E se der errado, que é o que está fora do planejado, vai dar certo.”

— João Paulo Mantovani Chaves, encerramento do primeiro dia da travessia

O Diário de Bordo: Inaugurado na Primeira Saída

João Roberto inaugurou o diário de bordo da Schaefer 600 ainda no primeiro dia — registrando posições em graus, horários precisos de saída e chegada e leituras de combustível. É um hábito que define quem navega com seriedade e que tem valor prático real em qualquer eventualidade durante a travessia.

Leia também: Segurança Náutica: Como Evitar um Naufrágio e O Que Fazer Se Acontecer — planejamento, equipamentos e procedimentos para quem navega no litoral.
Leia também: Preparar Barco para o Verão: 5 Dicas para Não Perder o Passeio — checklist de preparação antes de qualquer saída longa.
Leia também: Poita Náutica: O Que Você Não Vê Pode Colocar Seu Barco em Risco — infraestrutura de marina e o que verificar em cada atracação.

Está pensando em uma travessia costeira ou em uma Schaefer 600?

A Unináutica tem mais de 32 anos de experiência no litoral paulista e acompanha proprietários antes, durante e depois da compra — inclusive no planejamento de travessias como essa.

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Perguntas Frequentes Sobre a Travessia e a Schaefer 600

Quantas milhas tem a travessia de Florianópolis ao Guarujá de barco?

Aproximadamente 270 a 280 milhas náuticas, divididas em três etapas ao longo de três dias: Florianópolis a Itajaí, Itajaí a Bom Abrigo e Bom Abrigo ao Guarujá — passando por Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

Como é navegar de Florianópolis a Itajaí de barco?

Na travessia realizada pela equipe da Unináutica a bordo de uma Schaefer 600, a primeira perna durou aproximadamente quatro horas de motor ligado, com saída ao meio-dia e chegada no final da tarde. A navegação passou pelo Forte de Ratones, Balneário Camboriú e região de Itajaí e Navegantes, em cruzeiro econômico a 18 nós com mar favorável.

Qual o consumo da Schaefer 600 em travessia?

Na travessia observada pela equipe da Unináutica, o consumo registrado foi de aproximadamente 150 litros por hora com os dois motores juntos, a 18 nós e menos de 70% de carga. Esses dados são referentes às condições específicas daquela navegação — consumo real pode variar conforme motorização, carga, condições de mar e velocidade.

A Schaefer 600 é adequada para travessias costeiras longas?

Com base na experiência desta travessia, a Schaefer 600 demonstrou excelente comportamento em navegação prolongada: estabilidade em cruzeiro, conforto ao longo de horas de trajeto, autonomia adequada para pernas longas e espaço que permite convivência e descanso durante a viagem. A varanda lateral dos dois bordos foi um diferencial importante em uso real.

Por que planejar a maré antes de entrar em Paranaguá?

Fora do canal balizado, a região de Paranaguá tem restrições de calado. A entrada deve ser calculada com base na tábua de marés para garantir profundidade suficiente. Na travessia da Schaefer 600, o planejamento indicou o meio-dia do segundo dia como o horário ideal.

Onde abastecer saindo de Florianópolis em uma travessia longa?

A região de Florianópolis tem dificuldades de infraestrutura de abastecimento para embarcações. A estratégia recomendada é sair com combustível calculado para a primeira perna e abastecer em Itajaí — na Marina Itajaí, posto funcionando até 17h30.

A Schaefer 600 tem varanda lateral?

Sim — dos dois bordos. Em travessias longas, a varanda vai além do estético: permite convivência ao ar livre durante horas de navegação, abastecimento com varanda aberta e aproveitamento do cenário costeiro que embarcações maiores sem varanda não conseguem oferecer.

Assista ao Primeiro Dia da Travessia

A saída do estaleiro em Florianópolis, a passagem pelo Forte de Ratones, os dados de consumo em tempo real, a parada em Caixa d’Aço e a chegada à Marina Itajaí — tudo registrado ao vivo a bordo da Schaefer 600.

Referência: CHAVES, João Paulo Mantovani; CHAVES, João Roberto. Travessia Floripa-Guarujá na Schaefer 600 — Parte 1: Florianópolis a Itajaí. Mar de Amigos — Unináutica, jul. 2026. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=ynpGkfJstvA>. Acesso em: julho de 2026.

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Guarujá, Bertioga e São Sebastião. Barcos novos e seminovos multimarcas.

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